Este blog não será mais atualizado
Comecei a blogar em janeiro de 2007. Fiz o registro no WordPress uns dois meses antes, acho. Durante conversas e navegações freqüentes sobre o tema, resolvi usar este espaço pra me expressar de alguma forma, publicar trabalhos, opiniões, minhas fotos, etc. Enfim, era uma maneira de concentrar minha produção intelectual, de aparecer e por aí vai.
O nome, como sabem, criei em 2005 ainda, quando do meu envolvimento com fotografia digital. Tinha um fotolog com o nome, até. A intenção era divulgar/criar algo relacionado com fotografia, daí toda a significação visual do nome.
Mantive com o domínio “.wordpress” até junho de 2008, quando decidi migrar pra domínio próprio. Primeiros dois meses de boa, até que numa tentativa de backup, apaguei quatro meses de postagens. Fiquei meio pra baixo, desanimado mesmo. Resultado? Uns três meses fora.
Voltei em janeiro de 2009. Mudei layout, personalizei, fiquei animado de novo e tenho postado freqüentemente. Mais até que nos anos anteriores. Gosto disso, e muito. Escrever, compartilhar, pesquisar, divulgar, opinar, conversar. É bom demais. Sério.
Se você vem sempre aqui, percebe a grande variedade de assuntos: cinema, comunicação, livros que li, fotos que fiz, opiniões diversas sobre assuntos mil. Não deixo nada de fora. Caiu na rede é peixe. Posto.
É divertido, é gostoso, é legal, interessante, serve como referência, mas acho que preciso de um tempo pra repensar o que tenho feito aqui.
Criar algo com posicionamento, objetivos e propostas diferentes, mas sempre tratando de comunicação. Sem ser chato, claro. Tou com idéias na cabeça, que já não estão mais só na cabeça e volto em breve. Se vc é leitor, deixe um comentário que quando eu voltar, mando recado.
Peço desculpas aos que vieram, leram, comentaram. O conteúdo continua aqui por um bom tempo ainda. Não se preocupem.
Valeu mesmo, galera!
Beijos pra quem é de beijos e abraços pra quem é de abraços.
Té.
REC | zumbis enfurecidos de Danny Boyle e o realismo de câmera de Bruxa de Blair
Junte um casal de idosos, um enfermeiro, uma família chinesa, um racista, uma mãe com a filha doente, uma dupla de repórteres, bombeiros e policiais, num pequeno prédio residencial em Barcelona. Os bombeiros atendem um chamado no local, onde gritos histéricos surgem do apartamento de uma senhora. A equipe de tevê grava tudo prum programa chamado “Enquanto Você Dorme”, que tem como pauta acompanhar a rotina do corpo de bombeiros.
Eles sobem até o apartamento. Encontram a velha. Coberta de sangue, ela avança num dos policiais e quase lhe arranca o pescoço. Na tentativa de socorrer o guarda, descobrem que o prédio está cercado e que ninguém, ninguém poderá sair de lá.
Pronto, eis um belo filme de terror.

Esse é Rec, filme espanhol de Jaime Balagueró e Paco Plaza, de 2007, que consegue juntar num mesmo filme os zumbis enfurecidos de Danny Boyle em Extermínio, o realismo de câmera de Bruxa de Blair, e algumas pitadas de possessão demoníaca para justificar as zumbificações. Esse último detalhe, penso, caiu mal no roteiro. O mistério que causa da infecção zumbi é um dos pontos mais interessantes no gênero.
Mas, a Espanha é católica, enfim…
Há muito tempo eu não assisto a um filme tão assustador, com movimentos de câmera rápidos, roteiro bem construído (apesar da justificativa) que faz uso o de todos os clichês do gênero de uma forma arrepiante. As quedas de energia, o Estado tentando ocultar tudo de todos, a repórter que faz de tudo pela matéria, a menininha zumbi…
E olha esse vídeo, onde a produção do filme captou a reação do público durante a estréia, para usar na divulgação
e aqui, um teco do filme
Imperdível!
X-Men Origins – Wolverine | Official Video Game
Preparem-se, fãs de Wolverine.
O bicho vai pegar!
Como se não bastasse o lançamento do quarto filme da série mutante agora em abril, o pessoal resolveu tbem lançar O JOGO! É, isso aí, agora vamos poder encarnar o Carcaju enfurecido, sair saltando e descendo o cacete pra todo lado. Confira os trailers abaixo. E confira tbem o site Uncaged, da produtora de games Raven, que tá preparando a parada toda.
Versões pra Wii, Xbox, PS, Nintendo DS, PC.
Uhuuuu!!!
Té!
Por que o dia ainda não acabou
é terça, chove, são 5 da tarde e ainda tem muita coisa rolar >;o)
Bob Dylan – Thunder on the Mountain
Bergman não entende seus roteiros e Woody Allen é péssimo em gramática
Dois trechos de “Conversas com Woody Allen”, do jornalista Eric Lax, que entrevistou o senhor Allen nos últimos quarenta anos, sobre seus filmes, idéias, influências, enfim, sobre sua vida como cineasta.
Estes dois tecos me chamaram atenção. No primeiro, o jornalista coloca um depoimento de Ingmar Bergman sobre escrever roteiros. Woody se diz intuitivo, mas mais no controle que o colega sueco. Gostei desse detalhe do Bergman. Os filmes dele são muito complexos, e esse lance de escrever sem entender, vixe, explica muita coisa. =)
[...] Escrevo meus filmes sem entender realmente o que escrevi. Então rodo o filme e eles significam alguma coisa pra mim. Mas o que eles querem dizer – isso eu só entendo de verdade depois. Muito depois. Se a minha relação com meus próprios produtos é tão estranha, é porque muitas vezes quando estou escrevendo e rodando um filme eu estou dentro de algum tipo de concha protetora. Dificilmente analiso o que estou fazendo ou por que estou fazendo. Racionalizo depois. [...]
Interessante conhecer estes detalhes sobre escritores, músicos e neste caso, cineastas. A gente sempre imagina um outro universo ao redor do cara. A idéia, o processo de escrever, tudo na cabeça dele faz sentido e ele sabe exatamente como materializar isso. E as vezes as coisas simplesmente são, sem motivos, planejamentos, etc. Ser artista, penso, é isso. Quem tem de explicar a obra, depois, são os críticos, cinéfilos e tais.
Em outro trecho do livro, Woody Allen fala sobre ser auto-didata:
[...] Conversando um pouco comigo, se você tocar em seis assuntos que estudei sozinho, vai pensar que eu sou um literato. Mas aí, de repente, você toca em em alguma coisa que qualquer moleque do colégio sabe, e como eu sou auto-didata, há uma falha no meu aprendizado e eu não sei isso. E pode ser uma coisa muito simples.
Por exemplo, minha gramática é terrível. Simplesmente terrível. Sempre fazem um volume enorme de correções na New Yorker. Estão sempre dizendo: “Você não pode dizer isso. Não é bom inglês”. E a Sandy Morse [ montadora ] está sempre corrigindo meu inglês quando escrevo uma narração. O Saul Below, quando dei as falas dele em Zelig, disse a mim: “Tudo bem se eu mudar isto aqui, né? Porque a gramática está errada”" Eu simplesmente não sei gramática nenhuma, e essa é uma coisa fundamental, que se aprende na escola. [...]
Vê só que coisa, né? Conversamos muito, eu e um amigo, sobre o lance de mitificação que existe nas artes em geral. Vemos o artista através da obra. Sem saber ao certo como se deu a produção, imaginamos mil e uma coisas. Colocamos num pedestal. O cara é um gênio, inteligentíssimo, isso, aquilo e aquiloutro. E na grande maioria, são gente como a gente, com defeitos e falhas comuns. Nunca, nunca na minha vida eu imaginaria um Woody Allen que não sabe gramática. Ele é um escritor fantástico. Cria tramas fabulosas, mas tem esse detalhezinho aí. Isso inlfuencia na obra? De jeito nenhum.
Você pode ser um escritor fantástico, mesmo tomando pau em português na escola. =)
Bom, é isso. O livro é um transatlântico de referências e histórias sobre todos os filmes de Woody. Complicado, ainda mais pra mim que conheço pouco, falar sobre. Mas, prometo deixar uns trechos legais aqui, quando os encontrar.
Té.
The Voca People
Parecem uns tocos de giz falantes.
A setlist não é das melhores, mas é impressionante o que eles fazem de sons com a boca. Bem bacana.
Recebi por e-mail do Jairo.
Valeu, cara!









